ANPEC 2005 - Q10

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ANPEC 2005 - Q10

Mensagem por temujin em Sab Jun 29, 2013 2:01 pm

Com relação aos conceitos de externalidade e bens públicos, avalie as afirmativas:

Ⓞ Na presença de externalidades positivas na produção, o mercado competitivo oferece uma quantidade menor do que a socialmente ótima do bem em questão. Isto ocorre porque a quantidade oferecida é tal que o valor do benefício social marginal é menor do que o benefício privado marginal.

F. A quantidade é de fato menor, mas é porque o benefício social é maior do que benefício privado. Se fosse menor, a oferta seria maior!

① Para resolver problemas de poluição a taxação é, por vezes, preferível à imposição de quotas de emissões de poluentes. Num cenário em que não há problemas de informação e são distintas as curvas de custo marginal de redução de poluentes das empresas, a imposição de taxas é mais vantajosa do que as quotas de emissão.

V. Quando é imposta uma taxa, as empresas incorporam esta a sua curva de custos e o resultado da maximização para cada firma, com o novo custo marginal, ainda será ótimo. No caso das quotas, como as firmas têm custos marginais distintos, o resultado só seria ótimo se as quotas fossem distintas. Se for estabelecida a mesma quota para ambas empresas, uma delas estaria reduzindo menos (ou mais) do que deveria, dado seu custo marginal.

② Em mercados com externalidades, se os direitos de propriedade são atribuídos sem ambigüidade e se as partes podem negociar sem custos, a distribuição dos direitos de propriedade não tem quaisquer conseqüências distributivas.

F. Se os direitos forem atribuídos sem ambiguidade e não há custos de transação, o equilíbrio será Pareto-eficiente. Se os direitos estão bem atribuídos, evidente que há uma consequência distributiva, que beneficia o detentor do direito.

③ A atribuição de direitos de propriedade visa a solucionar problemas que decorrem do uso predatório dos recursos de propriedade comum.

V. Ao se estabelecer um direito de propriedade sobre o recurso comum, cada agente deverá incorporar um novo custo (o pagamento pelo uso do recurso) em sua função lucro. Isto elimina o incentivo ao sobreuso do recurso.

④ Como os bens públicos são não de uso exclusivo, a presença de “caronistas” (free riders) geralmente faz com que mercados competitivos deixem de prover quantidades eficientes desses bens.

V. O free-rider não revela sua real disposição a pagar pelo bem público, esperando que outros o façam.
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